terça-feira, 27 de setembro de 2011

MAIS PLANOS SERÃO FECHADOS PELA ANS

O crescimento da economia do Brasil e a ampliação das vagas de emprego permitem maior acesso das pessoas aos planos de saúde. Dados ANS apontam crescimento de 10,39% no número de clientes em convênios médicos coletivos de junho do ano passado para o mesmo período deste ano no Estado de São Paulo. Nesse mesmo intervalo, os planos individuais mantiveram estabilidade, com ampliação de 0,46% no número de beneficiários.
A evolução dos convênios coletivos – seja o empresarial ou por adesão (que é feito através de associações ou entidades de classe) – tem se dado ano a ano, superando a evolução do emprego. Em junho de 2007 eram 3,9 milhões de pessoas com plano de saúde no Estado e 20,3 milhões de pessoas ocupadas, de acordo com o IBGE.
Enquanto o emprego evoluiu 10,03%, o número de beneficiários – deve se levar em consideração os trabalhadores e seus dependentes – cresceu 227,87%.
Para o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro, o crescimento da economia brasileira tem beneficiado tantos os planos coletivos quanto os individuais.
“Para o crescimento de ambos, o beneficiário precisa estar empregado. Eu não acredito que haja mudança de um para o outro, pois quem já tinha acesso a um plano coletivo empresarial ou por adesão já o fez. E quem tem o individual o faz por necessidade, porque não tem outra forma de acesso”, explica.
Segundo a federação de Saúde Suplementar - Fenasaúde - o crescimento de planos coletivos se deve à sua expansão para pequenas e médias empresas que têm incorporado o convênio médico como um diferencial na oferta de trabalho e retenção de seus melhores funcionários.
Carneiro explica que o que inibe um crescimento maior do planos individuais também é o preço do serviço. “O plano individual é mais caro porque a utilização é maior. Quem faz esse tipo de plano é porque necessita, diferente do trabalhador que acaba aderindo ao convênio porque esse é dado pela empresa. Nem sempre ele faria um plano”, explica. 
                                                        Fonte; O Estadão - 24/09/11

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