O Conselho Superior das Entidades Médicas de Santa Catarina (Cosemesc) rejeitou a proposta de valores feita pelo governo do Estado para a prestação de serviços do plano SC Saúde.
O argumento da categoria é de que os valores devem seguir a Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), última versão, sem qualquer redução.
Na assembleia geral realizada na noite desta quarta-feira, a categoria também decidiu que não vai se credenciar no novo plano de saúde dos servidores. O governo chegou a anunciar a prorrogação de credenciamento até o dia 6 de janeiro.
O presidente da Associação Catarinense de Medicina, Aguinel José Bastian Junior, afirmou que a assembleia foi soberana e, agora, vai apresentar a decisão ao governo:
— A decisão foi unânime e a categoria decidiu não aceitar a proposta feita pelo Centro Administrativo.
Nesta quarta-feira, o governador Raimundo Colombo chegou manifestar otimismo quanto a um acordo com os médicos. Colombo disse à RBS TV que o novo plano SC Saúde vai começar a valer no Estado a partir de 1º de fevereiro. Ele afirmou que o Estado busca valores que poderá pagar e espera consenso da negociação com os médicos até o final de janeiro.
— Estamos conversando, dialogando em busca de um sistema que seja eficiente e construindo esse modelo que o Estado possa pagar para que haja o compromisso dos médicos e clínicas no atendimento — disse.
A expectativa do governador é de que a negociação termine rapidamente. O secretário de Estado da Administração, Milton Martini, se manifestou na terça-feira dando a entender que poderá ceder no reajuste dos preços pagos pelo plano, conforme reivindicam as entidades médicas e hospitais. Martini não quis falar de percentuais nem sobre impacto. O plano, que será gerenciado pelo Estado, vai atender 180 mil servidores.
Fonte: Diário Catarinense, 07/12/11
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