Entidade se posiciona diante do levantamento de que 20% das despesas de atendimento em operadoras de planos de saúde são representadas por fraudes
Em relação à materia “6 dicas para prevenir fraudes contra planos de saúde”, publicada no Saúde Web, nesta quarta-feira, (1º), o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) contesta dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo (Abramge) de que aproximadamente 20% das despesas de atendimento em operadoras de planos de saúde são representadas por fraudes.
Segundo a Abramge, as principais fraudes cometidas pela rede credenciada são pedidos excessivos e desnecessários de exames, internações por tempo excessivo e internação desnecessária em UTI. “Todos esses itens citados pela Abramge dizem respeito diretamente à relação médico-paciente.E, vale ressaltar, compete única e exclusivamente ao médico a solicitação de exames em número e abrangência que julgar necessários para o perfeito diagnóstico do paciente, bem como a decisão pelo prolongamento da internação e a necessidade ou não de uma UTI. Infelizmente, os interesses econômico-financeiros se sobressaem, quando o que deveria estar sendo contabilizado é a qualidade e a efetividade do atendimento prestado”, diz Montagnana, em nota.
Em comunicado, o SINDHOSP ressalta que apoiou oficialmente os protestos e mobilizações dos médicos por melhor remuneração por parte das operadoras e o fim das interferências na atividade profissional. “Pesquisa Data Folha, realizada pela APM, mostra o quanto as operadoras interferem na relação médico-paciente em prejuízo direto ao usuário”, lembra Dante Montagnana. Quanto ao preenchimento de serviços com códigos diferentes do efetuado e o superfaturamento de medicamentos, o dirigente sindical pede transparência. “Vivemos uma situação limite. Se há problemas com um ou outro prestador compete à operadora sentar e negociar e não denegrir a imagem de todo um segmento. Isso não é justo”, afirma.
Ainda de acordo com Montagnana quem interna também é o médico, e não o hospital. “Não podemos esquecer que o número de leitos na saúde suplementar caiu, enquanto o de usuários cresceu. No final de 2011 a mídia deu ampla cobertura às dificuldades em encontrar leitos para internação através dos planos de saúde. Portanto, há uma demanda reprimida e o SINDHOSP tem denunciado isso. Se internações estão sendo prolongadas é porque há necessidade que isso aconteça e, mais uma vez, quem deve decidir isso é o médico”, diz. Para ele, compete à ANS fiscalizar eventuais desvios de conduta que possam privilegiar ganhos financeiros em detrimento da qualidade da assistência em saúde suplementar.
Fonte:saudeweb, 01/02/2012
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