O que começa errado, não acaba certo...
Após a Assembléia Geral dos Médicos, no dia 06 de fevereiro, foi aprovada a adesão opcional ao plano SC saúde.
Mas, não houve a corrida desenfreada para a adesão ao plano, como muitos esperavam. O número de médicos é menor ainda do que está publicado, pois muitos médicoa atendem em 2, 3, 5 locais diferentes, e, apesar de cumprimento de lei da Física, são contados como se fossem 2, 3, 5 profissionais diferentes. E há aqueles que têm seus nomes publicados como credenciados, mas, ao serem contactados pelos pacientes, referem que não atendem pelo plano!
O secretário de administração enviou ofício ao COSEMESC, em 27/02, para "...que diversos fatos relevantes que estão ocorrendo desde a implantação do SC saúde sejam solucionados com urgência, para que se possa prestar assistência de qualidade aos Servidores Públicos Estaduais".
O COSEMESC recebeu uma proposta do secretário e convocou uma assembléia, na qual os médicos presentes aprovaram a desobstrução e a proposta de CBHPM vigente, embora com redutor de 20%, e um cronograma de implantação para vigente e plena, até 2014.
O número de médicos credenciados não teve um aumento expressivo.
POR QUE?
O secretário de administração deve verificar com os "gestores" do plano, se há o cumprimento do que foi proposto por ele mesmo, que é a CBHPM vigente.Tanto para os honorários médicos quanto para o custo operacional, pois a classificação (não é uma tabela;tabela é o que os planos pagam)contempla honorários e o custo operacional de exames e alguns procedimentos, custo este que não pode ser repassado aos médicos, através dos seus honorários.
Além disto, a baixa adesão ao SC saúde, talvez possa ser explicada por não contemplar o custo operacional, como escrito acima; talvez, por falta de inscrição na ANS; talvez, por não ter inscrição no CRM e um diretor técnico médico responsável, de acordo com a Lei 6839/80; talvez pela não comprovação da segurança dos dados dos pacientes que trafegam na rede - sigilo médico; talvez, pelos valores dos "pacotes" impostos, e não, construídos; talvez, pela exigência documental e de constituição de PJ; talvez, por não ter data de pagamento definida; talvez, por cláusula de contrato que transfere ao prestador, o ônus administrativo e dos custos assistenciais do plano ( interessante que para o bônus, não há esta mesma previsão...); talvez, pelo sistema operacional implantado, o qual está com dificuldades de utilização; talvez, pelo atendimento prestado; talvez, pelo ar de dèjá vu, em relação aos antigos IPESC e Unisanta; e muitos outros "talvez"...
Mas, com uma certeza: o que precisa ser feito pelo secretário de administração, é resolver todos os possíveis problemas que estejam causando a insatisfação e não adesão ao plano, pelos médicos.
Urgentemente.
Os Servidores Públicos Estaduais e os Médicos, agradecem.
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