terça-feira, 1 de novembro de 2011

POSTS DA CRIS...

"Relação médico-paciente reflete crise ética atual saudeweb.com.br

O que aconteceu com uma profissão altamente respeitada e valorizada em que o doutor era quase um deus? Por onde anda o médico de família?"

Post:

A relação médico-paciente anda "doente". Talvez pela falta de tempo, talvez pela falta de valores, talvez pela falta de interesse, talvez pela "segmentação" dada pelas especialidades e ultra-especialidades, que não vêem o paciente ( nome sugestivo...) em sua totalidade, como ser humano complexo, "segmentação" esta incentivada pelas entidades médicas e pela indústria, talvez pela tecnologia mal usada, talvez pela intermediação, talvez pela falta de vocação, talvez pela ruim remuneração, talvez pelo excesso de profissionais, talvez pela formação médica ruim, talvez pelas condições de trabalho aviltantes...e muitos outros "talvez", mas com uma certeza:
Precisa melhorar, e muito, a saúde desta relação!

"Junta Médica

Nossa legislação exige a realização de Junta Médica para as situações de divergência entre médico assistente e operadora. Ocorre que temos verificado que a operacionalização disso é muito complicada. Gostaria de saber dos colegas como tem equacionado essas situações em todo território nacional. Suely N.de Siqueira"
Post:
A ANS estabelece a obrigatoriedade de parecer de junta médica (JM), quando há divergência entre médico-assistente (MA) e operadora ( ops). Esta JM é formada pelo MA, por médico da ops, e por um terceiro, escolhido em comum acordo.
Creio que os problemas começam:
1) O cód.de ética médica, diz que:
"Capítulo XI
AUDITORIA E PERÍCIA MÉDICA
É vedado ao médico:
Art. 93. Ser perito ou auditor do próprio paciente, de pessoa de sua família ou de qualquer outra com a qual tenha relações capazes de influir em seu trabalho ou de empresa em que atue ou tenha atuado."
Então, o MA, tem impedimento ético para participar de JM. Será que a ANS conhece o código de ética médica, a que os profissionais se obrigam a cumprir?
2) A maioria dos especialistas atendem nas mesmas instituições,e/ou faz parte da mesma equipe, o que , provavelmente, causa conflito de interesses.
3) Muitas diretrizes tem declaração de conflito de interesses, nível menor de recomendação, e a atualização não está feita. Poucos sabem "criticar" um trabalho científico, ou uma informação dada, trabalhando como se fosse verdade absoluta, e querendo utilizar na prática médica.O melhor, é utilizar saúde ( medicina) baseada em evidências, ou seja, a melhor informação disponível, prova, para a tomada de decisão, buscando promever a integração da experiência clínica, com as melhores evidências disponíveis, considerando a Segurança das intervenções e a Ética na totalidade das ações.
4) Remuneração não condizente com o que se propõem realizar.
Creio que estas são as principais dificuldades...
O caminho é Gestão do Corpo Clínico institucional.
Como fazer?
Ah, este é o meu trabalho...
Esqueci...referente ao código de ética, Art.93, o médico da ops, auditor, cooperado, colaborador, tbm. tem impedimento, s.m.j., par participar da JM.


"Enfermeira é investigada por erro ao aplicar remédio em olhos de bebê g1.globo.com

Outros dois técnicos em farmácia também são averiguados, diz polícia. Enfermeira aplicou em hospital de SP nitrato de prata a 50%; correto é 1%"

Post:
Depende...às vezes, os processos estão bem estruturados, mas não são seguidos.
Creio que houve uma sucessão de lamentáveis erros, que provavelmente causarão severo dano ao pequeno paciente.
Em 28 anos de Pediatria, nunca vi sol.de nitrato de prata que não seja a 1%, nas salas de parto/berçários.Como foi colocada lá???
E, antes de aplicar, não se conferiu o rótulo, com a concentração?
E quem disponibilizou para o setor?
E quem do setor, recebeu?
Realmente, uma sucessão de erros humanos inadmissíveis no setor de saúde.
E quantos mais existem, e dos quais não chegam ao conhecimento?
Não adianta processos e protocolos bem estruturados, se não são cumpridos.
É um dos muitos riscos para a segurança do paciente.
Falta de compreensão e seguimento de processos e protocolos, como segurança do paciente e gestão do corpo clínico.









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