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domingo, 16 de setembro de 2012
FORMAÇÃO MÉDICA
Com mais de 3 mil votos, enquete aponta que maioria é favorável ao exame obrigatório para exercício da medicina
A enquete “Você é favorável ao exame nacional de proficiência como requisito para o exercício da medicina no país?”, disponibilizada no Portal Cremesp durante um mês, apontou que 77,15% dos votantes são favoráveis à proposta. Apenas 22,85% manifestaram-se contrários à ideia. A pesquisa teve participação expressiva e totalizou 3.160 votos durante o período em que ficou disponível no site da entidade, entre 13 de agosto e 13 de setembro.
O Cremesp vem procurando avançar o debate sobre a instituição do exame nacional de habilitação, por meio de Lei Federal, como requisito para o exercício da Medicina no Brasil. “As iniciativas que visam tornar obrigatória a avaliação dos recém-formados são decorrentes da queda acentuada da qualidade do ensino no país”, lembrou o presidente da Casa, Renato Azevedo Júnior. “Os exames facultativos realizados pelo Conselho últimos sete anos, entre 2005 e 2011, revelaram que quase metade dos estudantes do 6º ano que fizeram as provas foi considerada despreparada para o exercício da profissão”, lembrou ele.
Opcional até 2011, o Exame do Cremesp avaliou o desempenho dos acadêmicos das escolas médicas do Estado de São Paulo. De 4.821 formandos de Medicina que participaram da avaliação entre 2005 e 2011, 46,7% foram reprovados. Foi estabelecida como nota de corte para aprovação o acerto de 60% das perguntas. Em todos os anos, os testes reuniram 120 questões, distribuídas por nove áreas básicas do conhecimento médico. Por esse critério, foram aprovados os estudantes que acertaram um mínimo de 72 questões.
O exame de 2011, o mais recente da série de sete anos consecutivos, foi realizado em outubro passado. Dos 418 participantes, 191 deles – ou 46,0% do total – acertaram menos que 72 questões. “A formação profissional nos dias de hoje preocupa as entidades médicas, especialmente em razão da abertura desenfreada de novas vagas em cursos de medicina que não demonstram ter infraestrutura para garantir a qualidade do ensino”, destacou Azevedo.
Cremesp institui exame obrigatório:
A partir de 2012, para obter o registro profissional, os recém-formados em Medicina no Estado de São Paulo terão de apresentar declaração de realização do Exame do Cremesp. O registro não estará condicionado ao resultado, mas à participação na prova. Renato Azevedo destaca que "o exame será uma ferramenta de avaliação do ensino oferecido pelas instituições e uma oportunidade para reverter a má qualidade da formação que expõe a população atendida a graves riscos”.
Outra iniciativa nesse sentido é o Projeto de Lei nº 217, em trâmite no Senado Federal desde 2004, que propõe a instituição do Exame Nacional de Proficiência em Medicina como requisito para o exercício da profissão no país. De acordo com o PL, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), somente poderão obter inscrição em um Conselho Regional de Medicina (CRM) os médicos que tiverem sido aprovados no exame. O PL não atinge os médicos já inscritos nos CRMS.
Fonte: CREMESP
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